
Há poucos dias, um adolescente convidou a namorada de 12 anos para ir à sua casa e, ao chegarem, havia sete jovens. Ocorreu um estupro coletivo que foi filmado e vendido por cinco reais.
Não se pode pensar como um caso isolado, pois há raízes milenares na prepotência dos machos e no desprezo às mulheres. A Bíblia começa no Gênesis onde Eva teria pecado ao comer da árvore do conhecimento. Foi graças à curiosidade dela que nasceu a cultura da humanidade.
As raízes da nossa onipotência também passam pela velha Grécia, Roma, Idade Média e segue tanto no mundo ocidental como oriental, bem como em todas as religiões. É no século XX que se iniciam os grandes movimentos pelos direitos do voto feminino.
No Brasil ocorrem uns oitenta mil estupros anualmente, afora os que não são registrados, e 1518 feminicídios – são uns seis ou sete a cada dia.
Há poucos dias, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, um vereador arrancou o microfone das mãos de uma colega. O mundo machista resiste a lutar contra a violência, ainda há certa indiferença nesse país que já se sonhou cordial. Há muitos livros sobre o tema, como: “Rumo à uma psicanálise emancipada” de Laurie Laufer, que parte de Freud, Lacan e Foucauld para repensar a condição humana.
A persistente idealização do homem gerou um sentimento de superioridade arrogante. É preciso crescer e apoiar o feminismo, assim todos podemos melhorar. Pensar com carinho e gratidão tudo que recebemos das mães, avós, esposas, tias, irmãs, primas e amigas. Difícil o desafio, mas não impossível. Ah, tardei em escrever sobre o machismo! (Publicado por Zero Hora)
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Os artigos representam a opinião dos autores e não necessariamente do Conselho Editorial do Terapia Política.
Ilustração: Mihai Cauli e Revisão: Celia Bartone
Clique aqui para ler “Dia das mães – quatro mulheres serão assassinadas hoje”, de Halley Margon.






